08 maio, 2011

A espera de dias melhores. De tardes amenas. A espera da calma e da sorte que eventualmente, sem avisar, vai encher o caminho de flores, amigos e amores.

07 maio, 2011

Dissestes que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, 
teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira (...)
- Mas sempre haverá a ausência de algo ou alguem. Sempre haverá essa dor no peito, teoricamente chamada de sentimento, mas coitada, não passará de mera ilusão. Porem, devido a sua importância, você terá que guarda-la como o mais preciso dos tesouros. Ela será a prova de que algo ou alguem, muito importante, diria ate indispensável, não esta mais ao seu lado.
- Então Bob, será que você pode me ensinar a viver dispensando o que é indispensável?

04 maio, 2011


– Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
– Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas:
– Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três, por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
– Adeus… – disse ele…
– Adeus – disse a raposa. – Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
– O essencial é invisível aos olhos – repetiu o principezinho, para não se esquecer.
– Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
– Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… – repetiu ele, para não se esquecer.
– Os homens esqueceram essa verdade – disse ainda a raposa. – Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…
– Eu sou responsável pela minha rosa… – repetiu o principezinho, para não se esquecer.

01 maio, 2011

Ela só queria alguém que entendesse seus sonhos, que dissesse palavras fáceis, que nunca lhe trouxesse dor (...)
Vai saber pelas ruas que a vida não é tão simples.
Quando anoitecer a solidão ninguém domina...
"Inconscientemente, parecia querer buscar em autores, filmes e músicas, algum tipo de consolo.
Como se alguém precisasse chegar bem perto do sofá, onde estava, colocar um das mãos em seu ombro e dizer que aquilo era normal. Que acontecia também com outras pessoas. E que iria passar."
Você sabe que não sou mulher de arrependimentos, de olhar pra trás, essas coisas. A gente tem que mirar no alvo e atirar, pronto, foi. A flecha não volta. Se acertamos ou erramos, não tem volta.