04 janeiro, 2011

"Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto."

03 janeiro, 2011

Do you ever dream of me?
Do you ever see the letters that I write?
When you look up through the wire
Nikita do you count the stars at night?

02 janeiro, 2011

s.

Há algo na sua essência que me agrada, me acalma, e diverte (...)

Sim. Ele entenderia.


"Pro inferno com os corações. Você também sabe que não servem pra nada. E as coisas só começam pra terminar e as pessoas só não querem sair feridas. E boa sorte pros que ainda tentam (...)"

"Lutar em segredo, fechado no quarto, sem que ninguém saiba.Para os outros, mostrar só o melhor de si, a face mais luminosa."

"Eu tenho uma sensação meio de amargura, de fracasso. Você me entende? Como se tivesse a obrigação de ter sido, ou tentado ser, outra pessoa. (...)"

                                                                                                     - Caio Fernando Abreu.
'Cause nothing lasts forever
And we both know hearts can change
And it's hard to hold a candle
In the cold november rain
We've been through this such a long, long time
Just trying to kill the pain, oh yeah
So nevermind the darkness
We still can find a way
Cause nothing lasts forever
Even cold november rain'

01 janeiro, 2011

Quinto ano.

Ontem à noite, eu conheci uma guria. Já era tarde, era quase dia. Era o princípio num precipício.Era o meu corpo que caía.
Ontem à noite, a noite tava fria, tudo queimava, nada aquecia. Ela apareceu, parecia tão sozinha,
parecia que era minha aquela solidão.
Ontem à noite, eu conheci uma guria, que eu já conhecia de outros carnavais, com outras fantasias.
Ela apareceu, parecia tão sozinha, parecia que era minha aquela solidão.
No iníco era um precipício, um corpo que caía, depois virou um vício, foi tão dificil (...)
Ela apareceu, parecia tão sozinha, parecia que era minha (...)

Alem do que se ver:

Moça, olha só, o que eu te escrevi: É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê.
Sei que a tua solidão me dói, e que é difícil ser feliz mais do que somos todos nós.
Você supõe o céu. Sei que o vento que entortou a flor passou também por nosso lar, e foi você quem desviou com golpes de pincel.
(...)
É bom te ver sorrir, deixa eu ver à moça que eu também vou atrás.
E a banda diz: - assim é que se faz.